Kayke descarta jogar no Vasco: “Está longe de ser um Flamengo”

Criado na base do clube, voltou à equipe em 2015 e teve o carinho da torcida renovado. No meio de sondagens do mercado de negociações, o atacante falou sobre profissionalismo de ter que aceitar propostas de outras equipes no futebol brasileiro. Contudo, no atual cenário dos clubes, afirmou que não aceitaria defender o rival Vasco.

– É uma pergunta difícil. Analiso muito o momento. Hoje, eu não jogaria no Vasco, sendo bem sincero, porque o Vasco está bem longe de ser um Flamengo, fazendo a comparação. Não pela rivalidade, acho que ela é válida fora das quatro linhas, mas sendo profissional, hoje, acho que o Vasco está bem abaixo dos outros times grandes do Brasil. Não que seja um clube grande, eu considero sim, mas não dá para comparar com o Flamengo hoje, é uma realidade bem diferente. Não é um pensamento só meu, no mercado os jogadores iriam dar preferência a outros clubes do que o Vasco. Não sabemos amanhã, o passado também foi diferente, o Vasco já foi campeão da Libertadores, enfim, futebol é momento. Se no momento tiver oportunidade de ir para um clube que estiver bem, com uma estrutura legal, o cara tem que ser profissional.

Mesmo com o fuso horário trocado, o atacante sempre acompanha o Flamengo pela internet. Já pensa até mesmo no futuro rubro-negro do pequeno Yan. As muitas mensagens dos torcedores nas redes sociais pedindo o retorno chegam a assustar o jogador, que retribui o carinho com declarações de amor ao clube.

– Pelas redes sociais recebo muita mensagem, cara. Me deixa muito feliz, é um fato que chega até a ser surpreendente para mim pelo fato de ser pouco tempo de convívio no ano de 2015. Foi impactante. Acho que o fato de eu ter começado no Flamengo conta muito. Fui torcedor, torço para o Flamengo, todos sabem. Eu ia nas arquibancadas, sei do que estou falando. Sei o que eles pensam porque eu pensava igual. Hoje sou profissional, mas quando eu era moleque estava lá no Maracanã vendo os caras. Basicamente é isso, quando vem da base é um carinho diferente, começou aqui no time que eu torço, está desde os oito anos, gosta do clube, tem identificação. É aquela coisa do amor da camisa, que não existe mais.